Cantarolando cantinelas
até pra peça infantil
de maneiras mil no estil
e com voz rouca no frio
batendo panelas...
E lá pelas bandas das praças, traçando batuques
Butucas guardadas, melodias, truques
e abutres formigas no pés pousados na grama
Cantigas ciganas até e aboios...
Depois, com o chapéu nas mãos, moedas a dentro de quem vai passando
pra garantir as farras, o sustento e aas viaagens do bando
"Quem bebe?", "caroé", "lá vem o pato"...
são coisas bobas boas das farras encantadas, de fato
Chá, bolachas, águas de cheiro, alheios à constante galhardia
Ave Maria, São Tomé, pra não dizer que falta fé
Rodas de samba, de coco e trupé e cachaça em demasia
E quando a lua bela branca chega, os olhares sobem ao céu
Da viola, acordes chiques, bregas, cheios de idéias de caneta e papel
Com rimas raras, com rimas pobres, ricas sem rimas
com verso livre, sem as privações de quem escreve um livro
documentando algum fato ocorrido
Tantos bons momentos de criação, tantas criações criadas
tantos fados, tantas fadas, tantas toadas sopradas...
Tantos verbos, tanta luz, tantas filosofias hindus...
Pois bem, depois de mais nada, digo-lhes cru:
Isto tudo é a novidade que tem no Brejo da cruz.
camila maria/2007
sábado, 1 de março de 2008
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Um comentário:
"...Quem veio ver, viu! Quem vir ver, verá! né!?"
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